Leonarda foi uma assassina em serie italiana, que ficou conhecida como "A saponificadora de Correggio". Muitos assassinos em serie inovaram na hora de dar fim aos restos mortais de suas vítimas, Leonarda é uma delas, ela usou a carne para fazer sabão, e o sangue foi misturado aos demais ingredientes... para fazer um bolo! Estão preparados pra ler essa história?
Leonarda Cianciulli nasceu em 14 de novembro de 1893, em Montella di Avellino, Itália. Sua mãe, Emilia Marano à rejeitava, pois Leonarda havia sido fruto de um estupro. O ressentimento a levou a tentar cometer suicídio três vezes, em duas ela tentou enforcar-se e em outra comeu vidro moído. Em 1914, com 21 anos, ela casou-se, contra a vontade da mãe e do padrasto, com Raffaele Pansardi, que trabalhava como funcionário de um cartório local. Cianciulli e sua mãe cortaram todas as relações depois de uma confusão na véspera de seu casamento. Leonarda e Raffaele mudaram-se para a província de Lariano, em Alta Irpinia, região de Lazio, porém em 1930 um terremoto destruiu a casa do casal. Eles mudaram então para Correggio, na província de Reggio Emilia. Nesse período, Cianciulli teve inúmeros problemas com a justiça, e passou por diversas vezes, na prisão.
Leonarda engravidou ao todo 17 vezes, porém sofreu três abortos espontâneos e perdeu dez de seus filhos por causa naturais, ainda pequenos. Ela protegeu os quatro sobreviventes, principalmente seu favorito, o primogênito Giuseppe. Os outros filhos eram: Bernardo, Biagio e a única menina, Norma... Clique no Link abaixo e confira a história completa.
Uma cigana que leu a mão de Cianiulli disse que em sua mão direita estava a prisão, e na esquerda estava o manicômio judiciário. Parece que a única coisa que a cigana não viu foi guerra. Em 1939, o filho mais velho de Leonarda, Giuseppe, cursava literatura na universidade de Milão, mas estava com idade suficiente para prestar serviço militar. Ele consequentemente lutaria no fronte de batalha. Leonarda estava desesperada com o risco que o filho correria e alegou ter sido visitada pela Virgem Maria, que teria ordenado que ela sacrificasse humanos para poupar a vida do filho. As suas vítimas seriam três mulheres solteiras da vizinhança.
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Faustina Setti - primeira vítima |
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Francesca Soavi - Segunda vítima. |
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Virginia Cacioppo - Terceira vítima. |
Prisão e julgamento.
Apesar das restrições de Leonarda, de não contar nada à ninguém, Virgínia contou sobre sua amizade com Cianciulli para sua cunhada, Albertina Fanti, que estranhou o sumiço de Virgínia. Ela viajou de Nápoles até Correggio. Ela fez uma pequena investigação e soube sobre os outros desaparecimentos. Albertina denunciou o caso á polícia de Reggio. Assim foi aberto um processo contra Leonarda. Policiais foram até a casa de Cianciulli e encontrou jóias de Virgínia. Haviam também fraudes e desvio de verba. Leonarda foi levada presa e confessou sem exitar os três assassinatos.
Leonarda contou sobre suas visões: Sua mãe ou/e a Virgem Maria apareciam para ela, dizendo que, para que seus filhos não morressem, ela deveria derramar sangue inocente.
Julgamento
Os policiais desconfiavam que Giuseppe havia participado dos crimes, pois Leonarda era uma mulher de baixa estatura e de idade, e provavelmente não teria força para esquartejar cadáveres. Leonarda saiu em defesa do filho, afirmando que ela era a única responsável pelos assassinatos. Levaram-a para um necrotério, onde ela, com facas, esquartejou um corpo em 12 minutos. Giuseppe foi declarado inocente.
Leonarda foi declarada culpada dos três assassinatos e condenada a 30 anos de detenção em uma prisão, e mais três anos em um manicômio judiciário. Leonarda Cianciulli morreu em 15 de outubro de 1970, em decorrência de apoplexia cerebral, no manicômio judiciário feminino de Pozzuolli. Suas ferramentas na fábrica de sabão, estão no Museo Criminologico, em Roma.
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